Estudo acadêmico
Johann Joachim Winckelmann, no século XVIII, estabeleceu os fundamentos para o estudo da história da arte. Mas esse tipo de história só se tornou uma disciplina acadêmica a partir de 1844, na Universidade de Berlim.
Abordagens sobre a história da arte, no século XIX:
Contexto social da arte: ver Jacob Burckhardt;
Aspectos formais da arte: ver Heinrich Wölfflin
No século XX, Erwin Panofsky rejeita o formalismo de Wölfflin em seus estudos de iconografia. Ernst Gombrich, foi uma figura importante nessa área, com sua popular divulgação da História da Arte (1950) e seu relativismo cultural. Em recentes tendências dos estudos históricos de arte, a partir dos anos de 1980, houve uma valorização das ideologias de determinados grupos sociais, como os estudos feministas por exemplo.
Cursos de Graduação em História da Arte no Brasil
Universidades Públicas
Região Sudeste
UERJ
UNIFESP
Região Sul
UFRGS
Introdução aos grandes momentos da história da arte
Arte rupestre
arte rupestre
A arte rupestre é a primeira demonstração de arte que se tem notícia na história humana. Seus vestígios datam de antes do desenvolvimento das grandes civilizações e tribos, como as do Antigo Egito. Esse tipo de arte era caracterizado por ser feito com materiais como terra vermelha, carvão, e pigmentos amarelos (retirados também da terra). Os desenhos eram realizados em peles de animais, cascas de árvores, e, principalmente, em paredes de cavernas. Retratavam animais, pessoas, e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas, e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimentos primitivo, podem-se distinguir diferentes estilos, como pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem vistas como mal-feitas e não-civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época. Não existem muitos exemplos de arte-rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.
Características da arte na pré-história e suas diferenças com a arte na atualidade
As características da arte na pré-história podem ser inferidas a partir dos povos que vivem atualmente ou viveram até recentemente na pré-historia (por exemplo, os aborígenes, os índios). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separada das outras esferas da vida. Ela não se separava dos mitos, da economia, da política, e essas atividades também não eram separadas entre si. Todas essas esferas formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era ao mesmo tempo mítico, político, econômico e estético. E todos participavam nessas coisas.
A arte como uma palavra que designa uma efera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de determinadas pessoas: o governante com a política, os camponeses com a economia, os sacerdotes com a religião e os artesãos com a arte. Só aí é que surge a arte "pura", separada do resto da vida, e a palavra que a designa.
Mas antes do renascimento, os artesãos eram muito ligados à economia, muitos eram mercadores e é daí que vem a palavra "artesanato". Então a arte ainda era raramente separável da economia (embora na grécia antiga, a arte tenha chegado a ter uma relativa autonomia), por isso, a palavra "arte" era sinônimo de "técnica", ou seja,"produzir alguma coisa" num contexto urbano. No renascimento, alguns artesãos foram sustentados por nobres, os mecenas (os Médici, por exemplo), apenas para que produzissem arte, uma arte realmente "pura". Surgiu então a arte como a arte que conhecemos hoje, assim como a categoria daqueles que passaram a ser chamados de "artistas".
Esquema de periodização
O campo de arte se tornou bastante abrangente e pode ser subdividido da seguinte maneira:
Arte da Pré-História
Arte do Paleolítico
Arte do Neolítico (Arquitetura do Neolítico)
Arte rupestre (Pintura) | Arquitectura da Pré-História (Dólmen | Menir | Megálito | Cromlechs)
Arte da antiguidade
Arte da Mesopotâmia
Arte da Suméria
Arte da Assíria
Arte da Babilônia
Arte da Pérsia (Arquitectura)
Arte do vale do Nilo
Arte egípcia (Arquitectura | Pintura | Escultura)
Arte celta
Arte celta
Arte germânica
Arte germânica
Arte egeia
Arte cicládica
Arte minóica (Pintura)
Arte micénica (Pintura)
Arte fenícia
Arte fenícia
Arte da Antiguidade Clássica
Arte etrusca (Pintura)
Arte grega (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Arte helenística (Pintura)
Arte romana (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Arte do cristianismo
Arte paleocristã
Arte copta
Arte da Idade Média
Arte islâmica (Arte mourisca)
Arte bizantina
Arte pré-românica
Arte dos povos germânicos
Arte visigótica
Arte hibérnico-saxónica
Arte anglo-saxónica
Arte merovíngia
Arte carolíngia
Arte otoniana
arte românica (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Arte gótica (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Arte manuelina
Arte do Renascimento à modernidade
Renascimento (Arquitectura | Escultura | Pintura)
Maneirismo
Barroco (Música)
Rococó
Neoclassicismo
Academicismo
Romantismo
Pré-rafaelitas e Nazarenos
Arte moderna
Naturalismo
Realismo
Impressionismo
Pós-impressionismo
Pontilhismo e Divisionismo
Simbolismo
Decadentismo
Art nouveau
Arts & crafts
Expressionismo
Fovismo
Die Brücke
Der Blaue Reiter
Cubismo
Abstraccionismo
Construtivismo russo
De Stijl
Bauhaus
Suprematismo
Realismo socialista
Futurismo
Dadaísmo
Surrealismo